Criei este espaço com o intuito de trocar experiências, repassar os materiais que me ajudaram e que poderão ajudar outras pessoas. Além disso, repasso também tudo o que julgo interessante na net. Sejam bem vindos ao meu cantinho, Magia da Educação: com um pouco de carinho e dedicação, a magia acontece!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O que fazer com as crianças nas férias?


1-  Dicas interessantes de brincadeiras educativas e que custam quase nada.



  • Piquenique
Que tal fazer um piquenique no parque? Passeios ao ar livre são importantes para a garotada entrar em contato com a natureza, brincar com outras crianças, desenvolvendo a sociabilidade. Leve o lanche pronto (com direito a cesta de piquenique e toalha xadrez) e faça-o embaixo de alguma árvore.  (Não esqueça de aproveitar a oportunidade para ensinar recolher o lixo depois de lanchar!).
  • Sessão cinema
Cinema em casa é outra coisa que a criançada adora. Principalmente nos dias de chuva. Prepare uma sessão de cinema em casa. Deixe a sala mais escura, alugue Dvds divertidos e chame alguns amigos e primos. Complete a festa com muita pipoca e refrigerante. Com certeza a própria garotada dará ótimas opções de filmes, faça a escolha com eles.
  • Acampadentro
Acampamento dentro de casa. Arme uma barraca dentro do quarto das crianças, sala ou jardim. Dentro dela, a criançada pode colocar tapetes, almofadas, som... Dá para fazer um delicioso lanche para comerem dentro da barraca. O que vale mesmo é soltar a imaginação!
  • Festa do Colchão
Se não tem barraca, não importa...Transforme o quarto com vários colchões no chão. Deixe a brincadeira rolar solta, nessa noite em especial vale dormir bem tarde e enquanto o sono não vem cada um é chamado para contar histórias para os demais ou fazer mímicas.

  • Mestre Cuca
Leve as crianças para cozinhar. Com a supervisão de um adulto, escolha o cardápio. Faça pratos fáceis... (Como brigadeiros, macarrão, saladas). Com certeza eles vão curtir a brincadeira. E aproveite para ensinar a limpar tudo depois de terminar de fazer a refeição.
  • Pintando o Sete
Escolha uma parede da casa ou do quintal para a criançada soltar a imaginação. Com tinta, pincel, giz de cera, deixe as crianças pintarem a vontade. Não esqueça de estabelecer que a “arte” foi liberada somente no local escolhido.
  • Solte o som Dica brincadeiras para quem fica em casa
Já pensou em montar uma banda? Você pode começar criando um tambor de latinha. Peça para um adulto fazer um furinho de cada lado - na parte inferior - em uma lata vazia de achocolatado ou leite em pó. Coloque um barbante para pendurar o tambor no pescoço. Para batucar, pegue galhos de árvore, talheres... E faça seu som!
  • Bijuteria
Uma dica para meninas criativas: monte um lindo colar para você e suas amigas! Pegue uma linha ou um barbante, alguns macarrões de sopa (aqueles furadinhos) e tinta guache. Deixe os macarrões bem coloridos e depois passe-os pelo barbante. Você pode usar macarrões de diferentes tamanhos na sua biju. Use a imaginação!
  • Salto de pára-quedas
 Essa é uma brincadeira que vai mexer com os meninos. Você sabe fazer os seus bonecos saltarem de pára-quedas?
Pegue uma sacola plástica, dessas de mercado ou um saco de lixo (novos e sem furos) e recorte um círculo de 40 cm de diâmetro. Em toda a borda, faça pequenos buracos por onde passará o barbante que ficará preso ao boneco. É só soltá-lo no ar e ele estará voando.
  • Pega-pega no escuro
Para brincar de gato-mia, você e a turma devem estar em um lugar fechado e escuro. Alguém (vendado, para ficar ainda mais escuro) terá de procurar os amigos. Ao tocar em algum colega, quem está com a venda nos olhos deve dizer “gato-mia”. Aquele que foi achado imitará o miado de um gato, de forma que o vendado não descubra quem é. Se ele acertar quem miou, a pessoa identificada deve ser vendada e a brincadeira recomeça.   


Fonte: Redação Lead Comunicação
Texto retirado do blog Educação em destaque.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Reforma Ortográfica

O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

As novas regras ortográficas estão valendo desde o dia 1º de janeiro de 2009, e de acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, haverá um período de transição até 2012 em que serão válidas as duas formas de escrever: a antiga e a nova.

Acentuação dos ditongos das palavras paroxítonas
Some o acento dos ditongos (quando há duas vogais na mesma sílaba) abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte):
idéia - ideia
bóia - boia
asteróide - asteroide
Coréia - Coreia
platéia - plateia
assembléia - assembleia
heróico - heroico
estréia - estreia
paranóia - paranoia
Européia - Europeia
apóio - apoio
jibóia - jiboia
jóia - joia
ATENÇÃO! As palavras oxítonas como herói, papéis, troféu mantêm o acento.

Acento circunflexo em letras dobradas
Desaparece o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos):
crêem - creem
lêem - leem
dêem - deem
vêem - veem
prevêem - preveem
enjôo - enjoo
vôos - voos

Acento agudo de algumas palavras paroxítonas
Some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas:

baiúca - baiuca
bocaiúva - bocaiuva
feiúra - feiura

ATENÇÃO! Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí

Acento diferencialSome o acento diferencial (aquele utilizado para distinguir timbres vocálicos):

pêlo - pelo
pára - para
pólo - polo
pêra - pera
côa - coa

ATENÇÃO! Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo.

Acento diferencial
Some o acento diferencial (aquele utilizado para distinguir timbres vocálicos):

pêlo - pelo
pára - para
pólo - polo
pêra - pera
côa - coa

ATENÇÃO! Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo.

Acento agudo no u forte
Desaparece o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar:

averigúe - averigue
apazigúe - apazigue
ele argúi - ele argui
enxagúe você - enxague você

ATENÇÃO! As demais regras de acentuação permanecem as mesmas.

Alfabeto
Inclusão de três letras

Passa a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k“, “w” e “y“.

Grafia de PortugalAlterações limitadas a Portugal
Desaparecem o c e o p de palavras em que essas letras não são pronunciadas:

acção - ação
acto - ato
adopção - adoção
óptimo - ótimo

Eliminação do hífen em alguns casosO hífen não será mais utilizado nos seguintes casos:
1. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente:

extra-escolar - extraescolar
aero-espacial - aeroespacial
auto-estrada - autoestrada

2. Quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes serem duplicadas:

anti-religioso - antirreligioso
anti-semita - antissemita
contra-regra - contrarregra
infra-som - infrassom

ATENÇÃO! O hífen será mantido quando o prefixo terminar em r-Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.

Extinção do trema
Desaparece em todas as palavras:

freqüente - frequente
lingüiça - linguiça
seqüestro - sequestro

ATENÇÃO! O trema permanece em nomes como Müller ou Citröen.

Fonte: http://www.reformaortografica.com/

Brasil - Um dos piores colocados na educação entre os 128 países

 
O Brasil ficou 88o lugar no ranking mundial de educação, elaborado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Professores da UnB apontam que algumas causas para o país estar entre os retardatários na corrida pela educação: crescimento acelerado do número de vagas ofertadas nas escolas do país, sem que houvesse expansão da infraestrutura de ensino e do número de professores; baixa formação dos docentes; e demora para dar prioridade à área.
Por motivos como esses, o ensino brasileiro fica atrás de nações como Colômbia, Bolívia e Paraguai.
O estudo atribuiu nota de 0 a 1 aos 128 países analisados levando em conta o percentual de crianças entre 6 e 15 anos matriculadas na escola, o índice de analfabetismo, a igualdade de acesso entre meninos e meninas e a qualidade, que é avaliada pela comparação entre o número de crianças que entram na 1ª série e o número de crianças que concluem a 5ª série. Nos primeiros três quesitos o Brasil obteve notas satisfatórias. Mas no critério qualidade obteve nota 0,756, atribuída a países de baixo desenvolvimento, o que diminuiu a nota final do país.
 
O professor da UnB Erasto Mendonça explica que as causas para a posição do Brasil no ranking são complexas e históricas. Mas aponta como um dos motivos o rápido crescimento do número de vagas ofertadas, fato que não aconteceu da mesma forma em outros países da América Latina. “A ampliação da oferta aconteceu mantendo a qualidade que já existia, sem melhorias na estrutura das escolas ou na qualificação dos professores”, afirma.
 
Segundo Mendonça, esse rápido crescimento na oferta é reflexo de uma preocupação recente com a universalização do ensino. “Nos últimos 20 anos é que tem havido uma reversão no quadro de descaso com a educação no país”, justifica. O que falta agora, segundo Mendonça, é que o crescimento do número de vagas seja acompanhado pelo aumento da qualidade.
 
Para que isso aconteça, a diretora da Faculdade de Educação (FE) Inês de Almeida acredita que o Brasil precisa contornar as dificuldades decorrentes de sua grande extensão. “Não justifica, mas é claro que em um país com dimensões continentais os investimentos necessários são muito maiores e o esforço para distribuí-los também”, diz. Essa dificuldade se reflete na estrutura das escolas e na formação dos professores.
 
EVASÃO – A evasão escolar entre o 1º e o 5º anos foi o principal motivo para a má colocação do Brasil no ranking. Segundo a professora da Faculdade de Educação (FE) Maria de Fátima Guerra, existem duas causas principais para a evasão nessa faixa etária. A primeira é a falta de preparo com que essas crianças chegam à 1ª série. Guerra explica que no Brasil ainda não se dá a devida importância à educação infantil, que vai até os seis anos de idade, e isso prejudica o aprendizado futuro dos alunos. “Pela lei, somente o ensino básico, do 1º ao 9º ano, é obrigatório”, esclarece.
 
A segunda é a falta de sensibilidade e de condições dos professores para entender as particularidades de aprendizado de cada aluno. “Na sala de aula existe uma diversidade grande de estudantes, que nem sempre os professores conseguem perceber. Não adianta querer aplicar a mesma metodologia de ensino para todos”, diz. Esses dois fatores podem prejudicar o aprendizado. Desestimulados por não conseguir aprender como deveriam, muitos alunos largam a escola nesse período. A professora diz que o professor precisa saber trabalhar com a bagagem cultural que o aluno traz de casa.
 
Os especialistas afirmam, porém, que mudanças já estão acontecendo, mas que vão demorar para surtirem efeito. “Quando se trata de educação, a gente colhe o que a geração passada plantou”, conta o professor Erasto Mendonça. Segundo eles, políticas públicas foram lançadas recentemente para tentar reverter esse quadro. Como exemplo, a diretora da FE Inês de Almeida cita o programa Mais Educação, que aumenta de 4h para 6h o tempo que as crianças passam na escola. Já Mendonça cita o fim da desvinculação do orçamento da Educação, que deve liberar cerca de R$ 10 bilhões até 2011, e a Conferência Nacional de Educação, que acontecerá em março de 2010 e estabelecerá metas para o Plano Nacional de Educação.
 
O caminho a percorrer, entretanto, ainda é longo. A professora Maria de Fátima Guerra afirma que as mudanças só vão ocorrer quando o país aprender a valorizar a educação na prática. “Em termos de políticas públicas e de legislação já caminhamos muito. Precisamos agora colocar em prática”, conclui.
 
UnB Agência
 

A Crescente Onda de Violência Infanto Juvenil


12 maneiras de transformar seu aluno em um fã

Manter um aluno por dois, três anos é relativamente fácil, com as dificuldades de se mudar de escola: o estudante tem de adaptar-se a um currículo totalmente novo, novas regras, etc.

O problema é que essa tática não garante que os parentes daquele aluno se matriculem ali. E tratando-se de ensino superior, vai frustrar o aluno, que não se sentirá preparado para sua profissão, e também não vai indicar a nenhum amigo ou conhecido a essa instituição.

Um dos grandes desafios das escolas hoje é tornar seus alunos fãs, para que eles permaneçam na instituição e tragam novos estudantes. Veja algumas dicas:

1.Seja fonte de novas idéias: todos seus alunos estão preocupados, em graus diferentes, com o futuro, com a maneira pela qual o mundo funciona. Apóie seus alunos nesse sentido, dando-lhes informações sobre o cotidiano que não estão no currículo. A escola também pode realizar palestras e bate-papos com profissionais de sucesso, futurólogos, economistas, etc.

2.Demonstre que você tem o conhecimento: o conhecimento que seus alunos esperam, muitas vezes, não é aquele que o professor passa na sala de aula. Que tal fornecer-lhes instruções básicas de economia, marketing pessoal e outros assuntos necessários para sobreviver lá fora? Desenvolva rápidos livrinhos sobre esses temas e distribua a seus alunos.

3.Transmita a imagem correta: se você quer que sua instituição de ensino seja reconhecida como a melhor da região, então faça com que tudo à sua volta reforce essa imagem. Não é necessário contratar um decorador e cobrir seu escritório com tapetes e quadros caros,

4.Conheça o aluno: não assuma que você entende os anseios e as necessidades de todos os alunos. Cada bairro da cidade, cada classe social produz pessoas es.com necessidades e visões diferentes. Dentro de cada bairro, cada família possui suas peculiariedades. E dentro de cada família, cada pessoa tem seu modo único de pensar. Muitos colégios erram ao se apoiar em estudos referentes ao "aluno brasileiro médio". Ora, trabalhar com a média vai fazer, no máximo, que você crie uma escola igual às outras. Gaste algum tempo entendendo a comunidade que você quer atingir.

5.Demonstre que você está aprendendo constantemente: esse é um componente chave para garantir o relacionamento escola-aluno. Para que um estudante sinta-se confortável com o passar do tempo, você deve mostrar que está constantemente aprendendo, tornando-se mais atual, útil e competente. Ficar estagnado é fatal para qualquer instituição.

6.Comunique-se claramente: manter um entendimento claro e cristalino com seus alunos é mais importante do que nunca. Cuidado com aquelas circulares cheias de termos técnicos. Algumas são escritas de uma maneira que só confunde os alunos e pais. Esqueça, portanto, as "atividades de campo interativas para observação da variedade da fauna nacional no Bosque e Jardim Botânico Municipal Memorial Etelvina Montes Farberbara.". Escreva "visita ao Jardim Botânico".

7.Seja acessível: mantenha suas portas abertas, esteja sempre pronto para falar com seus alunos. A grande maioria não abusa dessa facilidade de acesso, embora eles se sintam mais seguros ao saber que podem contatá-lo sempre que precisarem. Diminua a burocracia entre a direção e os alunos.

8.Ouça: deixe o aluno falar e você vai acabar descobrindo exatamente o que ele deseja para que suas aulas e sua escola sejam ainda melhores. Somente quando você tem uma imagem bem clara dos motivos e preocupações dos estudantes é que você pode montar uma escola específica para aquela realidade. Abuse de caixas de su

9.Pense como o estudante: foque no que agradou a você como aluno, quando você sentava do outro lado da sala, bem como as coisas que fizeram você trocar de escola ou faculdade. Assegure-se de praticar a primeira parte, e evitar a segunda. E resista à tendência comum de achar que o que é bom para a sua escola é automaticamente bom para os alunos. Não é, mas o inverso é verdadeiro: o que é bom para seus alunos, no final das contas, vai ser bom para sua instituição. Pense nessas leis sempre que for aprovar algo para sua instituição. Aquela nova ação vai tornar o estudo melhor, mais fácil ou agradável?

10.Nunca decida o que um aluno quer: os estudantes querem conselhos, dicas, sugestões e não conclusões o tempo todo. Então ofereça opções e alternativas. Ensine-os a pensar e analisar. Existe um espaço para verdades absolutas na escola (2 + 2 =4), mas ele não deve ser dominante no relacionamento com os alunos. Trabalhe para criar um cenário que permita ao aluno decidir, apontando aspectos positivos e negativos de algumas situações. Você estará desenvolvendo características que serão muito úteis para eles mais tarde.

11.Torne-se paranóico: Andy Grove, presidente da companhia de peças de computador Intel, sugere que seu sucesso é resultado direto de sua paranóia. É a paranóia que o mantém engajado, atento e fazendo perguntas.

12.Se você não pode ajudar o aluno, seja honesto: a prova do profissionalismo é dizer não. Não existe maneira de uma escola (ou professor) ser capaz de fazer mentindo.



Créditos:
Retirado da Comunidade do Orkut : Amo a educação Infantil
Postado por Dora Ferreira
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=98868341&tid=5477107974234655789
Artigo Original: Revista Profissão Mestre

Escola é



... o lugar que se faz amigos.
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é sobretudo, gente
Gente que trabalha, que estuda
Que alegra, se conhece, se estima.
O Diretor é gente,
O coordenador é gente,
O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um se comporte
Como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”
Nada de conviver com as pessoas e depois,
Descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!
Ora é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil!Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se, ser feliz.
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.

(Paulo Freire)


Especialistas avaliam as vantagens da educação bilíngue para as crianças

Criança tem muita facilidade para aprender, inclusive outros idiomas. O que muitos pais se perguntam é quando e se devem matricular os filhos numa escola bilíngue.

Kíria Meurer

“Quanto mais estímulo a gente dá, a gente percebe que a resposta dela também é maior. Está querendo participar da conversa”, diz Eliane Márcia Chaves, delegada.
Conversar, contar histórias. Mesmo que ainda não saiba falar, a criança entende e se comunica. Para os bebês estes estímulos são fundamentais, ajudam na construção da linguagem falada.
Na infância o cérebro se desenvolve numa velocidade impressionante. São milhares de novas conexões. Em nenhuma outra fase da vida ele trabalha com tanta intensidade, é como se neste momento o cérebro abrisse janelas que facilitam o aprendizado.

Neste período é muito mais fácil, por exemplo, aprender um outro idioma. “Tem muita interação entre os dois hemisférios, então a informação circula muito mais e é processada em mais áreas. O ideal é que a introdução deste idioma ocorra até os 12 anos, que com 12 anos a janela vai fechando esta abertura”, explica Rachel Schlindwein Zanini, neuropsicóloga.

Todos os especialistas concordam que a hora certa para começar é na infância, mas não há um consenso sobre a idade exata para iniciar o aprendizado da segunda língua. A neuropsicóloga acha melhor começar a partir dos três, quatro anos de idade, para evitar trocas de letras e problemas de linguagem.
“Primeiro ela tem que estar apta a compreender conceitos básicos da língua materna para então ela poder transpor isso para outros idiomas”, diz Zanini.

Em um aspecto ninguém tem dúvidas: é preciso despertar na criança o desejo de aprender. Pergunto a Cassiana, de cinco anos, se ela gosta de estudar na escola bilíngue, ela diz que sim, porque se fala inglês e o motivo é simples: a menina acha divertido.

O melhor jeito de aprender é como se fosse uma brincadeira, nada de pressão, nada de cobranças. A criança ouve, percebe os sons com mais clareza que um adulto e tem mais flexibilidade para articular as palavras, tudo isso também facilita o aprendizado neste período da vida.

Mariana de oito anos, já fala quatro línguas. “E o meu pai está me ensinando alemão”, afirma. Pensa que a criançada acha muito difícil? “O inglês até que é fácil, mais japonês acho que vai ser mais ou menos”, diz Vicenzo Cavalli, 8 anos.
“As pessoas que tiveram na infância um segundo idioma, aprendido de forma adequada, de forma correta, elas conseguem mudar rapidamente de foco, conseguem ter uma capacidade de atenção melhor e uma fluência verbal mais desenvolvida, inclusive na língua materna”, declara a neuropsicóloga.

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/01/especialistas-avaliam-vantagens-da-educacao-bilingue-para-criancas.html