Criei este espaço com o intuito de trocar experiências, repassar os materiais que me ajudaram e que poderão ajudar outras pessoas. Além disso, repasso também tudo o que julgo interessante na net. Sejam bem vindos ao meu cantinho, Magia da Educação: com um pouco de carinho e dedicação, a magia acontece!

domingo, 27 de março de 2011

Crianças brincam em rede social que é feita para jovens e adultos

MARTHA LOPES
DE SÃO PAULO

Cuidar de uma fazendinha, de peixes ou formar conjuntos de diamantes. Por causa dos jogos do Facebook, muitas crianças têm entrado na rede.
Reprodução
Jogo Happy Aquarium Reprodução
Jogo Happy Aquarium 

"Minha mãe jogava FarmVille. Achei interessante e comecei a jogar", conta Giovanna Rodrigues, 9. Agora, ela prefere Happy Aquarium: "Os peixes não morrem. O jogo enjoa menos".
Rodrigo Kauffmann, 12, também gosta dos jogos do Facebook: "Eles exigem que você pense". Seu preferido é Bejeweled Blitz, em que é preciso juntar muitos diamantes do mesmo tipo.


FIQUE ATENTO
Só no mês de fevereiro cerca de 2,5 milhões de crianças de 6 a 11 anos circularam pelas redes sociais Orkut e Facebook no Brasil. Mas esses sites não permitem que menores de 13 anos se cadastrem.
Nos Estados Unidos, metade das crianças de 12 anos tem perfil no Facebook. E a rede expulsa 20 mil delas por dia.
Para quem usa redes sociais, é importante se proteger --leia abaixo.

Editoria de Arte/ Folhapress
Dicas de segurança

http://www1.folha.uol.com.br/
Visão dos Métodos de Alfabetização
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Vê-se, portanto, que a leitura é um processo mental de grande complexidade. Para que ela seja eficiente, será necessário que se utilize um método que desenvolva adequadamente as atitudes, hábitos, habilidades por ela exigidos. Para ensinar-se a ler, há fundamentalmente duas direções: ou parte-se da parte para o todo (métodos sintéticos) ou parte-se do todo para as partes (métodos analíticos).


1. Métodos Sintéticos


Os métodos sintéticos subdividem-se em:
a) alfabético: o aluno aprende as letras isoladamente, liga as consoantes às vogais, formando sílabas; reúne as sílabas para formar as palavras e chega ao todo (texto);
b) fonético ou fônico: o aluno parte do som da letras, une o som da consoante ao som da vogal, pronunciando a sílaba formada;
c) silábico: o aluno parte das sílabas para formar palavras.
Com base no processo fisiológico, sabe-se que os métodos sintéticos levam o aluno a ler, letra por letra, ou sílaba por sílaba e palavra por palavra, o que acarreta o aumento do número de pausas, favorecendo movimentos de olhos regressivos que causam cansaço, prejudicando o ritmo e a compreensão da leitura.
Do ponto de vista mental, sabe-se que a pessoa percebe os símbolos gráficos de forma global, ou seja, apreende o todo, dando-lhes significado, para posteriormente analisar suas partes. Os métodos sintéticos levam o aluno a perceber partes isoladas, sem significado, truncando sua percepção e compreensão.
Com base nos estudos lingüísticos, a linguagem, quer oral, quer escrita, constitui um todo em que as palavras se estruturam em frases, onde há uma relação de dependência significativa, formando uma seqüência de fatos. A comunicação se estabelece através do desenvolvimento de três aspectos:
• o fonológico,
• o sintático, e
• o semântico.
O aspecto fonológico engloba o conjunto de traços distintivos (traço de sonoridade, traço de nasalidade, ponto e modo de articulação) que vão resultar nos fonemas, que são unidades distintivas do vocábulo.
Os aspectos sintáticos e semântico respondem pela estruturação frasal e significado dos vocábulos, respectivamente. Como, muitas vezes, o significado de um vocábulo depende do contexto, ambos os aspectos estão muito ligados.
Os três aspectos estão associados, já que, para a comunicação necessita-se ter uma imagem acústica e/ou articulatória, ou seja, um significante (fonologia), associado a um significado (semântico) e ambos combinados em estruturas gramaticais (sintaxe).
A dificuldade do aluno surdo torna-se maior na aquisição de linguagem que vise a desenvolver somente os aspectos mecânicos da fala. Essa metodologia pode até levá-lo a conseguir todas as emissões orais de forma correta, mas se as palavras e frases não forem trabalhadas em um contexto significativo, não favorecerão a utilização correta do que aprendeu. Sendo assim, os métodos sintéticos dificultam a aquisição adequada de linguagem, pois trabalham com elementos isolados e sem significado.

2. Métodos Analíticos


Os métodos analíticos subdividem-se em:
a) palavração: este método parte da palavra. Existe aqui a preocupação de que vocábulos apresentados tenham seqüência tal, que englobam todos os sons da língua e as dificuldades sejam sistematizadas gradativamente. Depois da aquisição de determinado número de palavras, formam-se as frases;
b) sentenciação: esse método parte da frase para depois dividi-la em palavras, de onde são extraídas os elementos mais simples: as sílabas;
c) conto, estória (global): esse método é composto de várias unidades de leitura que apresentam começo, meio e fim. Em cada unidade, as frases estão ligadas pelo sentido para formar um enredo, havendo uma preocupação quanto ao conteúdo que deverá ser do interesse da criança.
Dominada a leitura, inicia-se a análise das palavras, tendo em vista a natureza do processo de ler, que é um processo analítico-sintético. A criança só estará lendo quando for capaz de discriminar os elementos de uma palavra, identificando-os e utilizando-os na composição de novos vocábulos.
Do ponto de vista mental, o método da palavração, trabalhando com elementos isolados, não favorece a compreensão de um texto e, sob o aspecto fisiológico, é cansativo e não desenvolve a amplificação da área visual.
Do ponto de vista mental, o método da sentenciação falha quanto ao desenvolvimento da compreensão, pois trabalha com frases isoladas., Descuidada também do processo fisiológico pois a criança aprende a “recitar” as frases sem acompanhá-las com movimentos de olhos adequados e fazendo dessa forma associações incorretas entre o que diz e o símbolo que olha.
Outra crítica que se faz aos métodos analíticos é de que a criança decora, mas não aprende a ler, porém isso é uma falha, não do método, mas das técnicas utilizadas pelo professor.


quinta-feira, 24 de março de 2011

Conceituação de Leitura
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O ensino da leitura é uma preocupação de pais, professores e psicólogos, e vem sofrendo uma evolução através dos tempos.
Antigamente, a leitura consistia no reconhecimento de letras, sílabas e palavras. O aluno apresentava boa expressão e ótima pronuncia ao ler, porém, quando questionado sobre o conteúdo lido, não sabia responder, tinha apenas pronunciado palavras sem lhes dar sentido. Hoje isso não é considerado leitura, pois ler é interpretar. Os símbolos gráficos são estímulos percebidos pelos olhos, levados à mente que reage a eles, os reconhece e lhes dá sentido.
Segundo estudiosos, o ato de ler envolve dois processos: o processo sensorial ou fisiológico e o processo psicológico ou mental.

1. Processo Fisiológico

O processo fisiológico ocorre quando o indivíduo recebe os estímulos (símbolos gráficos) através do órgão da visão, que são levados aos centros visuais do cérebro, através do nervo ótico. Para que esse processo ocorra, os olhos devem ter amadurecimento suficiente para reagir aos símbolos gráficos, ou seja, focalizá-los corretamente e distingui-los uns dos outros. Deve-se levar em conta os problemas que podem ocorrer, tais como: miopia, astigmatismo, ou estrabismo. Outro elemento que merece atenção no ato de ler é o movimento dos olhos:
a) os olhos movem-se da esquerda para a direita;
b) os movimentos não são contínuos e sim de saltos e pausas;
c) as pausas variam em número, duração e incidência ao longo das linhas;
d) as imagens se formam na retina durante as pausas;
e) no início da aprendizagem da leitura, as pausas são mais irregulares quanto ao número, duração e localização;
f) a cada movimento de salto, os olhos apreendem grupos de quatro a cinco palavras. A percepção da forma é global. A discriminação é posterior e resulta da coordenação do movimento do globo ocular e dos movimentos de acomodação visual;
g) a extensão de cada movimento é chamada amplitude da visão e varia de aluno para aluno, de acordo com a dificuldade do material de leitura;
h) cada leitor adquire um ritmo próprio de leitura que depende do seu processo de aprendizagem, das oportunidades de leitura que tem, do grau de dificuldade do trecho e de fatores individuais;
i) o traçado de certas letras facilitam o reconhecimento do esquema visual das palavras de um texto, por exemplo, hastes que se prolongam para cima e para baixo da linha.
Não se deve esquecer os fatores físicos que afetaram a sensação: tipo e qualidade do papel, extensão da linha, tamanho da letra, qualidade e quantidade das ilustrações, bem como os fatores pessoais: interesse pelo texto, o nível de linguagem, a disposição física e emocional do leitor bem como o método pelo qual aprendeu a ler.

2. Processo Mental

O processo mental ocorre quando o aluno percebe os símbolos gráficos de forma global, compreende o seu significado como um todo, reage aos fatos, julgando-os e integrando-os à sua vivência.

domingo, 20 de março de 2011

Como montar um plano de aula.

Vamos para a prática!

  •   Primeiro – TEMA GERADOR: Sua aula será sobre o quê?
  •  Segundo – OBJETIVO:  O que fazer durante a aula? Pintar? Dançar? Escrever? Recortar? Colar?
        SABER – o que seu aluno deve FAZER, SABER e SER?
        FAZER – o que seu aluno vai fazer? a atividade que seu aluno desenvolveu o levou a saber o quê? O que ele “aprendeu”?
        SER – a atividade que seu aluno fez o levou a se apropriar de um conhecimento, certo? Como este conhecimento acrescentará nele (o aluno) como pessoa, cidadão?
  • Terceiro – PROCEDIMENTOS: como será desenvolvida a sua aula? Como proceder para que o aluno FAÇA, SAIBA  e SEJA?!
  • Quarto – AVALIAÇÃO: como você avaliará seu aluno? (Não fique sentado durante o desenvolvimento das atividades, circule pela sala de aula observando-os e tirando, possíveis, dúvidas. Elogie, estimule, avalie!). 

 Algumas ideias!

  • Monte um Plano de aula em que o aluno participe. Promova debates, ouça-os e faça com que ouçam a você (poderá utilizar a seguinte frase: Quando um fala o outro escuta!”).
  • Criança gosta de  se sentir útil, promova brincadeiras para escolher o AJUDANTE DO DIA (o ajudante pode contar uma história ou narrar um fato que aconteceu em sua vida, para a turma!). Decore a sala com enfeites confeccionados por eles mesmos.
  • Evite abstrair em suas aulas (principalmente na Educação Infantil). Quando falar em “algo” leve “este algo” para que a turma veja. Se não puder levar, consiga fotos e mostre a eles.
  • Não crie situações complicadas demais. Ofereça desafios pertinentes à idade de seu aluno. Fale de situações que lhe sejam familiares, cite o nome de algumas crianças e peça, se estas se sentirem seguras para tal, que contem como foi seu dia, ou como foi sua última festa de aniversário... A partir daí conduza a aula de acordo com o TEMA GERADOR e vá inserindo os conteúdos propostos...
  •  Leia bastante. É importante que você domine o assunto que está “propondo” à turma...  

BOA SORTE! Lembre-se: se você fizer seu melhor, a magia da Educação acontecerá.

7 sintomas de que você passa mais tempo na internet do que lendo livros

Postado originalmente no blog da Miss Carbono (com adaptação)

Esse post é indicados para todas as pessoas, mas principalmente quem, frequenta blogs literários.  São sintomas de que você está mais viciado na linguagem da internet do que na linguagem dos livros. E trata-se de experiência própria.

7. Você morre toda hora? MORRI!

Essa é mais antiga, mas ainda pega bastante. Você fica sabendo de algo surpreendente e já manda aquele “morri”.
6.  Você faz declarações incertas. Ou não.
Seus posts são estão recheados desse tipo de incerteza. Ou não. Ou não é tão clássico que tem até verbete no Descliclopédia. Ou não.
…Ou não.

5.  Smiles pra tudo ( xD)Esse é um vício que eu tenho muito. Num livro você nunca verá o diálogo a seguir

- Olá – disse Fulana.
- Oi =) – retrucou Beltrana com um sorriso simpático.
Quando você começa a colocar smiles em todas as suas frases é sinal de que suas horas na net são maiores que as horas nos livros.
xD

4. Frases sem concordância (TODOS CHORA)

Blog de humor tem bastante dessas frases sem concordância. Se ao ler um “TODOS CHORA” ou “TODOS COMEMORA” você ainda se sente incomodado, então tem salvação. Mas se acha graça… #viciadoEmNetDetected

3. Maníaco por jogos da velha? #Sim

Se até nos seus posts você manda uma hashtag (#) ou “jogo da velha” e acha que essa é uma maneira de se expressar… Bem, eu nunca vi isso em livro nenhum.
#hashtagabuse

2. Subscrito Tachado (!)

Na internet, ao invés de parênteses temos subscritos tachado. A não ser que o autor do livro esteja tentando simular a caligrafia de um bilhete (vide Eclipse) nos livros isso é estranho. Mas se você acha isso mais normal que colocar parênteses então seu computador ou notebook está sendo mais aberto que as páginas dos livros que você deveria ler.
Esse mestre Kame tem tudo a ver com o post

1. Descobre que leu mais frases no Twitter, no Facebook e no Orkut que nas folhas de um livro este ano!

Meu caro amigo (ou amiga) o seu caso é sério. Sugiro que você faça uma desintoxicação urgente. Desligue o computador e vá ler um livro agora mesmo!!
Iai? Quem passa mais tempo na net do que lendo? Tenho certeza de que você já se viu em alguma dessas situações.

Disponível em:
http://networkedblogs.com


terça-feira, 15 de março de 2011

Comunidades digitais dos poetas mortos

Publicado originalmente em O Globo

A literatura em pequenas pílulas pelo Twitter e pelo Facebook conquista jovens fãs de Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa. Há pelo menos mil comunidades dedicadas a cada um deles no Orkut.

No Facebook, mais de 100 mil pessoas curtem a página de Clarice Lispector
Clarice é hors concours. Com quase 350 mil membros em sua maior comunidade no Orkut e cerca de 20 perfis no Twitter destinados a divulgar sua obra, a autora tem ainda uma página no Facebook (que 100 mil pessoas curtem) e pelos menos dois aplicativos criados por fãs. Com quase 45 mil usuários, “Sua dose de Clarice Lispector” foi desenvolvido pela estudante de Letras da UFF Luísa Tavares, de 19 anos. O aplicativo oferece aos fãs 85 diferentes trechos de livros como “Água viva” e “A hora da estrela”.
- Só queria expressar minha admiração por ela. Me viciei na escrita dela no 2 ano do ensino médio, quando um professor escreveu no quadro “Tem gente que cose pra dentro. Eu coso pra fora”, de autoria de Clarice. A partir daí, não teve volta. Foi vício à primeira vista – conta.
O vício do diretor de arte paulista Lucas Freire, de 26 anos, pela autora de “A paixão segundo G.H.” também é antigo. Em 2008, ele criou o perfil @clalispector , o que mais bomba no Twitter, com mais de 144 mil seguidores. Antes, já tinha feito um blog com trechos de livros e entrevistas da escritora.
- No começo, eu usava o perfil apenas para arquivar as frases do livro “Água viva”, que eram muitas e curtas. Era como um arquivo, uma maneira de organizar as páginas grifadas por mim. Minha primeira percepção de “sucesso” foi quando cheguei a cinco mil seguidores. Eu ainda agradecia os novos seguidores, em geral, blogueiros curiosos sobre a nova ferramenta. A partir daí, a multiplicação foi rápida e natural – explica Lucas.
No Twitter, @drummondandrade tem mais de 73 mil seguidores
Para a escritora mexicana Carolina Peláez, criar uma página no Facebook para a autora brasileira foi a forma que encontrou de “fazer um tributo a quem lhe apresentou ao existencialismo da alma”.
- Ler seu texto é como viajar nas palavras, transformá-las em imagens e sentimentos. Toda palavra que ela escreve é como um pulsar de coração – poetiza Carolina.
O poeta Carlos Drummond de Andrade também tem uma legião de fãs nas redes sociais. Além de uma comunidade com mais de 300 mil membros no Orkut e uma página no Facebook curtida por mais de 10 mil pessoas, @drummondandrade tem mais de 73 mil seguidores. Recém-aprovado em Artes Cênicas na UFMG, o mineiro Warley Cordeiro, de 20 anos, tinha 18 quando criou o perfil no Twitter, mas diz que lê o autor desde os 8.
- Não entendia muito bem, mas achava tudo aquilo lindo de alguma forma. E, por ter começado cedo, sei muitas frases de cor e tenho muitos livros do Drummond, deles tiro a maioria dos posts. Muitas pessoas me elogiam pensando que sou ele e dizem que sou um ótimo poeta – ri Warley, que também organiza um perfil com trechos traduzidos de Shakespeare.
No Orkut, Fernando Pessoa tem comunidade com mais de 246 mil membros
Estudante de Direito, Natália Salles, de 22 anos, poderia ser mais um heterônimo de@FernandoPessoa . É ela quem tuíta para os 70 mil seguidores do poeta português, além de postar poemas completos no Tumblr.
- Mesmo os que o conhecem às vezes respondem como se estivessem respondendo ao próprio autor – diz Natália.

Disponível em:
http://www.livrosepessoas.com/

sábado, 12 de março de 2011

Adolescentes usam bullying para serem "populares" na escola

Pesquisa da Califórnia ouviu quase 4 mil jovens

30% dos jovens americanos sofrem agressões todos os anos e 160 mil deixam de ir às aulas
30% dos jovens americanos sofrem agressões todos os anos e 160 mil deixam de ir às aulas
 
Para chamar atenção, os jovens fazem de tudo: brigam, xingam e ameaçam os colegas. Esses atos são conhecidos como bullying – prática violenta a outro – e segundo uma pesquisa da Califórnia, aquele que pratica essas ações só faz isso para alcançar status social.

A indicação é da socióloga Diane Felmlee e de Robert Faris, que ouviram 3.700 adolescentes do ensino médio, entre 2004 e 2005. A pesquisa surgiu para desvendar os mistérios desses atos que normalmente estão relacionados com problemas individuais, dificuldades de relacionamento, distúrbios psicológicos ou um ambiente familiar difícil, como o ponto de partida do comportamento agressivo.

Os resultados levaram ao apontamento de que para se tornarem mais populares e alcançarem posições hierárquicas em seus grupos, os jovens precisavam cometer atos violentos. E isso demonstra, de maneira geral, um tipo de ajuda para conseguir um elevado status social dentro da escola.

Entre as agressões estavam empurrões, socos e chutes e aqueles de forma verbal, como chamar nomes ou fazer ameaças. Quem comanda o grupo tem sempre mais capacidade para agredir. Os adolescentes que buscam mais popularidade, a média de agressividade é 28% maior com relação aos que estão próximos da base da hierarquia, e 40% maior do que os que estão no topo.

Ainda segundo a pesquisa, a agressão é comum nas escolas dos EUA, onde cerca de 30% ou 5,7 milhões de jovens americanos são intimidados ou sofrem algum tipo de agressão proativa todos os anos, o que leva 160 mil estudantes a deixarem de ir à escola diariamente.

Segundo a tutora do Portal Educação, psicóloga Denise Marcon, na adolescência é muito comum a formação de grupos, os adolescentes precisam desta interação como forma de buscar sua identidade. “A pesquisa mostra um aspecto interessante na formação dos grupos, que é o papel do líder que vem se firmando por meio da violência praticada a outros jovens. E este é um dado preocupante. Pais, sociedade e escola precisam estar atentos a este tipo de comportamento”, enfatiza Marcon.
 
Disponível em:
http://www.portaleducacao.com.br/